Abril 2002

MARCAÇÃO DE BÚFALOS

Paulo Joaquim Monteiro da Silva

A marcação dos bubalinos sempre constituiu-se em uma prática de difícil sucesso uma vez que todas as formas de que se conseguiu lançar mão não se tem mostrado duradouras. A última tentativa nesse sentido tem sido feita com o uso de chips implantados nos animais, os quais parecem ser eficientes e persistentes, tendo contudo o inconveniente do elevado custo de sua utilização, fato este que inviabiliza seu uso em larga escala.

Dessa forma propomos ações que, no interesse da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e dos pecuaristas, podem no momento dar a essa prática menor dano e maior eficiência e durabilidade:

1. Marcar só na cabeça, preservando o valor do couro, usando instalação canga já apresentada no Boletim Informativo da ABCB.

2. Lado esquerdo do animal, orelhas e chifres fica a disposição para o criador marcar.

3. Lado direito da cara para uso exclusivo da ABCB

4. O criador deve colocar na cara a sua marca, fornecida pela ABCB, ou marca oficial "Ordem e Progresso" fornecida pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Particularmente possuo PM fornecido pela Associação e "cara de gato" fornecido pelo Ministério.

Prefiro usar a marca PM, no lugar da cara de gato que tem o defeito de ser fechada e mais difícil na hora de comunicações, etc.

Nunca esquecer de:

a- Raspar os pêlos no local onde vai usar o ferro na cara do búfalo

b- Usar ferro bem quente e tempo certo

c- O ferro não deve ter bordas vivas, e sim arredondadas para melhor queimar, e formas abertas.

d- O saudoso criador de jafarabadi na Região de Franca o senhor Juca Jacintho, recomendava tudo isso e mais marcar na minguante.

5. Além da marca do criador, absolutamente necessária, o animal deve levar o número particular, sendo que os dois eqüivalem à resenha do animal, para constar no certificado.

a- Tatuagem nas duas orelhas com o número particular e se possível às letras do criador

b- Como garantia pode-se tatuar também a prega caudal.

c- No lugar dos algarismos, pode-se usar o sistema T.V., que é mais nítido.

d- Sendo possível coloca-se número nos chifres

e- O sistema Australiano de picotes usado para suínos, não é recomendado para búfalos, uma vez que muitas vezes acaba rasgando a orelha.

f- Pode-se usar furos "sistema 3 furos" sem cortar as bordas das orelhas seguindo o esquema definido pela Associação

SISTEMA T.V.

1. A letra T vale 1,2,3,4 de acordo com sua posição em movimento anti-horário

2. A letra V vale 5,6,7,8

3. A letra I vale 9 e 0 sendo horizontal

SISTEMA TRÊS FUROS

1. Furos do tamanho de um confete acima das bordas da orelha

2. Dividir a orelha em três campos sendo: ponta, meio e interno.

3. Em cada campo e borda no máximo três furos

4. Manter os furos abertos para evitar que os fechem