MARCAÇÃO
DE BÚFALOS
Paulo
Joaquim Monteiro da Silva
A
marcação dos bubalinos sempre constituiu-se em uma
prática de difícil sucesso uma vez que todas as formas
de que se conseguiu lançar mão não se tem mostrado
duradouras. A última tentativa nesse sentido tem sido feita
com o uso de chips implantados nos animais, os quais parecem ser
eficientes e persistentes, tendo contudo o inconveniente do elevado
custo de sua utilização, fato este que inviabiliza
seu uso em larga escala.
Dessa
forma propomos ações que, no interesse da Associação
Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e dos pecuaristas,
podem no momento dar a essa prática menor dano e maior eficiência
e durabilidade:
1.
Marcar só na cabeça, preservando o valor do couro,
usando instalação canga já apresentada no Boletim
Informativo da ABCB.
2.
Lado esquerdo do animal, orelhas e chifres fica a disposição
para o criador marcar.
3.
Lado direito da cara para uso exclusivo da ABCB
4.
O criador deve colocar na cara a sua marca, fornecida pela ABCB,
ou marca oficial "Ordem e Progresso" fornecida pelo Ministério
de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Particularmente
possuo PM fornecido pela Associação e "cara de
gato" fornecido pelo Ministério.
Prefiro
usar a marca PM, no lugar da cara de gato que tem o defeito de ser
fechada e mais difícil na hora de comunicações,
etc.
Nunca
esquecer de:
a-
Raspar os pêlos no local onde vai usar o ferro na cara do
búfalo
b-
Usar ferro bem quente e tempo certo
c-
O ferro não deve ter bordas vivas, e sim arredondadas para
melhor queimar, e formas abertas.
d-
O saudoso criador de jafarabadi na Região de Franca o senhor
Juca Jacintho, recomendava tudo isso e mais marcar na minguante.
5.
Além da marca do criador, absolutamente necessária,
o animal deve levar o número particular, sendo que os dois
eqüivalem à resenha do animal, para constar no certificado.
a-
Tatuagem nas duas orelhas com o número particular e se possível
às letras do criador
b-
Como garantia pode-se tatuar também a prega caudal.
c-
No lugar dos algarismos, pode-se usar o sistema T.V., que é
mais nítido.
d-
Sendo possível coloca-se número nos chifres
e-
O sistema Australiano de picotes usado para suínos, não
é recomendado para búfalos, uma vez que muitas vezes
acaba rasgando a orelha.
f-
Pode-se usar furos "sistema 3 furos" sem cortar as bordas
das orelhas seguindo o esquema definido pela Associação
SISTEMA
T.V.
1.
A letra T vale 1,2,3,4 de acordo com sua posição em
movimento anti-horário
2.
A letra V vale 5,6,7,8
3.
A letra I vale 9 e 0 sendo horizontal
SISTEMA
TRÊS FUROS
1.
Furos do tamanho de um confete acima das bordas da orelha
2.
Dividir a orelha em três campos sendo: ponta, meio e interno.
3.
Em cada campo e borda no máximo três furos
4.
Manter os furos abertos para evitar que os fechem
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